CD, LP e Vinil ainda vendem no Japão

Nos últimos anos as plataformas de streams conquistaram cada vez mais pessoas. Músicas e filmes em formato digital se tornaram um grande sucesso. Porém no Japão nada supera a mídia física: CD, LP e Vinil.

Nostalgia

Quem nasceu até o final da década de 80 lembra como era entrar em uma loja de discos e passar o dia todo escolhendo o que levar para escutar em casa. É uma lembrança nostálgica.

Infelizmente, o mundo inteiro viu suas clássicas e famosas lojas de discos fecharem as portas por causa da pirataria e da internet. No Japão não foi diferente, mas a procura pelo formato físico ainda é grande e grande parte das lojas sobreviveram.

Lojas de discos no Japão

Em comparativo com os EUA, maior mercado musical em receita são cerca de 1900 lojas de discos. O Japão é o segundo maior consumidor, são aproximadamente 2.225 mil lojas de discos espalhadas por todo país, segundo estimativas da Recording Industry Association of Japan (RIAJ) em 2016.

Enquanto no restante do mundo as vendas de discos em formato digital representam 39% das vendas, no Japão é o dobro com uma receita de 254 bilhões de ienes.

O preço dos discos também são cobrados em dobro em relação aos outros países, mas isso não impede o amor dos japoneses pelo formato físico.

Existe uma clara diferença entre o formato digital e o físico. Geralmente quem se acostumou aos serviços streaming não se interessam tanto pelo trabalho completo do artista.

Quem frequentou ou ainda frequenta lojas de discos tem a experiência de desfrutar das artes do encarte e tendem a ouvir todo o trabalho realizado por seus artistas favoritos.

Já com as mídias digitais, as pessoas tendem a escolher apenas algumas músicas do álbum para criar uma playlist. Não estão habituados a olhar a arte visual dos trabalhos musicais.

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Acredita-se que a razão para CDs e Lps ainda serem tão consumidos no Japão é sua população mais velha.

Mesmo assim os lançamento de singles em formato físico pelos grupos Pop vendem muito ainda, alcançando a casa dos 18 bilhões de ienes por ano.

E você? Ainda tem o costume de consumir música do modo antigo ou se rendeu ao streaming?

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