Rola Harsh: caso polêmico reafirma lado negro do entretenimento no Japão

Já falamos por aqui sobre o lado negro que assombra os grupos de J-pop. É de conhecimento que alguns grupos são controlados pela Yakuza, que aliás detém poder sobre grande parte da indústria do entretenimento no Japão.

Por isso, hoje, vamos abordar o lado obscuro das agências que controlam modelos e atrizes em contratos escravos, uso de coerção e inclusão em uma lista negra para acabar com a carreira de muitas atrizes, atores e modelos.

Rola Harsh

Rola Harsh

Rola Harsh é uma modelo com descendência bengali, russa e japonesa. Sua beleza exótica a ajudou a alcançar sucesso como apresentadora e modelo no Japão.

Porém, segundo o periódico Shukan Bunshun, a estrela de 27 anos de idade estaria presa em um contrato escravo de dez anos com sua agência e sem possibilidade de se desligar sob ameaças de entrar para uma lista negra.

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Envolta aos escândalos, virou símbolo do que acontece com modelos e atrizes no Japão. Afinal, as agências são poderosas e os controlam sob braço de ferro. Eles oferecem um salário e ficam com todo o restante do lucro.

Em troca fornece os contatos, aparições em programas de televisão, acomodação e “segurança”. Porém, atrizes que quebram as regras entram para uma lista negra e não conseguem mais trabalho.

Além disso, na indústria do entretenimento japonês, as jovens garotas são facilmente aliciadas e seduzidas pela conversa dos executivos das agências.

Shinya Tsukamoto, um gerente de agências foi preso em 2013 na prefeitura de Kumamoto. Ele incentivou uma garota de 16 anos a beber até perder os sentidos para depois abusá-la sob promessa de uma oportunidade.

Por isso, não há uma perspectiva muito promissora para as jovens modelos das agências no Japão.

Fontes: Japan Trends e China Morning Post

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