Shinzo Abe avisa Coreia do Norte para libertar sequestrados japoneses

O atual primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe declarou na sexta-feira (11 de maio de 2018), que se o líder norte coreano Kim Jong Un não libertar os sequestrados japoneses, o país não ajudará economicamente a Coreia do Norte.

Sequestrados é ferida aberta

Shinzo Abe declarou em pronunciamento em rede televisiva que os recentes acordos entre Estados Unidos, Coreia do Sul e a desnuclearização não são sufucientes enquanto os japoneses continuarem sob regime forçado no país.

Para quem não se recorda, na década de 70, cerca de 17 jovens sumiram do Japão. Por muito tempo, os familiares sofreram por não saber o destino de seus filhos, irmãos, filhos e netos.

Porém, no ano 2000, os primeiros indícios apareceram quando em uma reviravolta descobriu-se que os jovens estavam na Coreia do Norte obrigados a ensinar japonês e dar aulas sobre a cultura para agentes.

Leia nosso artigo sobre os sequestros: Sequestro de Megumi Yokota é mistério há quarenta anos

Chiune Sugihara: o herói japonês que salvou mais de 6 mil judeus na II Guerra

Histórias emocionantes de soldados japoneses da Segunda Guerra Mundial

Shinzo Abe, Shigeo Iizuka e Sakie Yokota
Shinzo Abe com familiares dos sequestrados.

Até os dias de hoje não sabe-se o paradeiro dos japoneses. Além disso, eles não puderam retornar ao Japão.

Por isso, desde que a imprensa veiculou que a Coreia do Norte estava tendo conversas com outros páises os familiares fizeram questão de que sua luta não fosse esquecida. No mês de março eles fizeram um apelo direto com Shinzo Abe.

Parece que o primeiro-ministro não esqueceu os pedidos. Abe falou a Fuji TV que é importante que a Coreia do Norte normalize as relações diplomáticas com o Japão.

Enquanto isso, Donald Trump tem um encontro marcado para conversar com Kim Jong Un no dia 12 de junho em Singapura. A esperança é que o presidente dos Estados Unidos faça um apelo para os sequestrados japoneses também.

Fonte: Japan Today

Share via