Brigas pelo trono: 3 boatos de escândalos da corte imperial do Japão

Entre histórias de poder de qualquer país do mundo, sempre há um espaço reservado para rumores de grandes escândalos dentro das cortes imperiais e ficam fora dos documentos oficiais. O Japão não é uma exceção.

Não importa o quão bem um Imperador governe seu povo, qualquer deslize que comprometa moralmente o regente irá perdurar através de fatos e recortes achados por historiadores.

Por isso, confira 3 grandes boatos de escândalos na corte imperial durante a história do Japão.

1. Imperatriz Shotoku (718 – 770)

Imperatriz Shoto

A Imperatriz Shotoku, também conhecida como Koken Tenno, ocupou o trono crisântemo por apenas cinco anos. Ela morreu aos 52 anos vítima de varíola.

Tecnicamente Shotoku foi a 46ª e 48ª Imperatriz do Japão e a última mulher a ocupar o trono até o século XVII. Ela assumiu como Imperatriz regente duas vezes por conta do falecimento de dois Imperadores em um curto espaço de tempo.

Sua grande aspiração foi ser lembrada como a patrocinadora do Hyakumanto Darani, uma ambiciosa coleção de um milhão de mantras budistas.

Porém, acabou marcada na história por supostamente ter tido um caso de amor com um monge. Além disso, a maioria dos nobres não aceitaram muito bem sua coroação como monarca do Japão. Sofreu preconceito por ser mulher.

Por isso, não é possível saber se o caso amoroso de fato existiu ou não. Já que o período foi marcado por grandes intrigas e conflitos internos na corte imperial.

Em todo o caso, de acordo com a história, a Imperatriz se apaixonou pelo monge Dokyo e o concedeu posição de sumo sacerdote da corte.

Segundo os boatos, Dokyo tentou se tornar o Imperador do Japão manipulando os sentimentos de Koken, mas a monarca faleceu antes que ele conseguisse atingir seus objetivos.

2. Heizei (773 – 824)

Heizei abdicou do trono crisântemo após quatro anos de reinado em favor de seu irmão Saga. Heizei tomou essa decisão, pois estava muito doente e achou que iria morrer.

Depois, recuperado e arrependido, decidiu abrir sua própria corte real e o ameaçou um confronto militar.

No auge do conflito fraterno em 810, Heizei ordenou que a capital do Japão voltasse a ser Nara em vez de Kyoto. E dizem que sua esposa e seu irmão conspiraram juntos para organizar uma rebelião em nome de Heizei.

Mas as táticas políticas de Saga conseguiram minar suas tentativas de boicote. Derrotado, decidiu seguir o caminho monástico. Além disso, dizem que Heizei tinha um envolvimento amoroso com a mãe (Fujiwara no Kusuko) de sua única consorte.

Atualmente, os historiadores concordam que a história é muito mais complexa, do que simples jogos de palavras de traição.

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3. Go-Yozei (1571 – 1617)

Go-Yozei

Durante o período Edo, o Japão foi governado pelos shoguns. Portanto, o Imperador de Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu não tinha poder para decidir nada.

Para manter as aparências e sua importância, o Imperador Go-Yozei, se dedicava as artes e principalmente a poesia. Foi a forma que encontrou para manter a dignidade de seu nome e família.

Com uma reputação fragilizada, nenhum tipo de escândalo era tolerado ao redor do Imperador.

Porém, um rumor de orgia envolvia suas concubinas e membros da corte ameaçaram sua posição dentro da corte imperial. Sem alternativas, o Imperador condenou todos os homens a morte e baniu as mulheres para uma ilha remota.

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