Omoiyari: importância de pensar e se colocar no lugar do outro

O omoiyari é algo que permeia as sociedades e influencia comportamentos. Não é exclusivo da sociedade japonesa e é um conceito universal que define como as pessoas se comunicam e agem em relação aos outros.

Omoiyari

Omoiyari

Consideração pelas outras pessoas (omoi) e yari (dar algo, enviar). Mandar sentimentos altruístas para alguém seria uma das muitas interpretações. É uma sociedade que se importa com o próximo sem considerar religião, raça, cor, orientação sexual, vínculo familiar, etc.

Apesar da tradução japonesa não existe uma explicação definida. Por exemplo, empatia, sensibilidade, compaixão e consideração são termos que não definem o omoiyari, mas são elementos do conceito.

No entanto, existem alguns elementos principais do omoiyari e que já foram alvos de artigos no meio acadêmico: altruísmo, simpatia, empatia e comportamento pro social.

O altruísmo indica o desejo em oferecer ajuda/fazer o bem sem cobrar nada ou esperar algo em troca. Seria um indivíduo altamente sensível que se coloca no lugar da outra pessoa antes de pensar e agir.

Além disso, leva em consideração contexto e momento, além dos sentimentos e emoções dos outros.

Quando decide ajudar, deve existir a vontade movida pela compaixão, simpatia e empatia, de forma intuitiva e sem julgamentos.

Além disso, aceitar todos os desdobramentos que aconteceram ou acontecerão. A ação não é motivada por pressão, obrigação e deve ser uma escolha. Não é baseado em dó ou sentimento de superioridade.

Efeitos negativos

No entanto, existem alguns aspectos negativos. Nem sempre o omoiyari é desejado pela outra pessoa podendo haver até repulsa.

Além disso, impor o omoiyari pode causar estresse e irritação. Esse tipo é chamado de osekkai e é a antítese da compreensão e empatia. É o que acontece muitas vezes em relacionamentos de pais e filhos, netos ou avós.

A pessoa mais jovem não quer dividir suas dores, mas se vê obrigado a aceitar pela hierarquia ou vínculo familiar. Se houver um sentimento de culpa, essa relação se transforma pelo sakaurami (pensar mal da pessoa que quer ajudar).

Atualmente, o conceito é algo ensinado de maneira informal a crianças japonesas. Os pais esperam que seus filhos ajam de acordo com uma ética que colocará as outras pessoas em primeiro lugar.

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É o que baseia sociedades que conseguem evoluir com a ajuda uns dos outros e sua importância vai muito além. É o velho exemplo, gentileza gera gentileza que pode melhorar a vida das pessoas em sua relações interpessoais.

O comercial tailandês abaixo consegue passar um pouco do omoiyari. O de ajudar sem querer nada em troca levando em consideração a compaixão pelo outro mesmo que cause satisfação pessoal ao final das contas.

Já o curta abaixo mostra a realidade de fazer o bem ao próximo sem receber ou esperar nada em troca por puro altruísmo e sensibilidade humana. Com legendas em português.

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