Miho Otani: primeira mulher japonesa a comandar um destroyer

No dia 02 de dezembro de 2019, a capitã Miho Otani fez história ao se tornar a primeira mulher japonesa no comando de um destroyer classe Aegis da MSDF (Força Marítima de Autodefesa do Japão).

destroyer lançando míssel
Destroyer japonês

Sua promoção aconteceu em fevereiro de 2019, mas foi somente em dezembro que Otani, 48 anos, assumiu a cadeira do Yamagiri, um dos seis destroyers equipados com o sistema antiaéreo Aegis.

Agora tem a missão de proteger o território contra potenciais ameaças e embarcações estrangeiras em águas japonesas.

A primeira em um momento delicado

Miho Otani e sua tripulação

Não é fácil ser uma mulher em posição de comando, especialmente no meio militar, afinal, essas instituições são tradicionalmente ocupadas por homens.

No entanto Otani não parece se sentir desconfortável na posição que ocupa. Porém, a capitã assumiu o navio de guerra em um momento particularmente delicado.

Existem duas ameaças potenciais identificadas pelo governo japonês: a Coreia do Norte e a China. A Coreia do Norte por sua retórica belicosa e a China por suas ambições de expansão de sua zona econômica exclusiva.

A comandante não nega a pressão que sente em executar sua tarefa com maestria, pois ela quer ser um exemplo para outras garotas que desejam seguir a carreira militar.

Da água para o vinho

Miho Otani sentada na cadeira de navegação

Durante a juventude sua vida era como a de qualquer garota japonesa. Mas foi durante a cobertura da guerra civil curda do Iraque que a estudante universitária decidiu abandonar seu curso.

Ela se matriculou na Academia de Defesa Nacional e ao se formar se tornou uma das primeiras mulheres a completar esse feito.

Sacrifícios

Quando se formou, foi designada para servir no mar durante meses. Como mãe solteira, a ajuda dos pais para cuidar de sua filha pequena foi fundamental para seu sucesso.

No entanto, essa foi uma escolha difícil, pois não teve a oportunidade de ver a filha crescer ou aprender a falar.

Ela ainda revelou que foi designada para passar seis meses no mar e teve a difícil tarefa de explicar para sua filha o motivo de partir. Agora a menina está no ensino médio e sente-se feliz pelo sonho de sua mãe ter sido realizado.

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A capitã e sua tripulação de aproximadamente 300 homens servirão na base de Maizuru em Kyoto. Ao ser promovida a comandante disse aos repórteres:

“É uma grande honra ser a primeira capitã. Gostaria de pensar em como podemos tornar essa tendência uma norma, pois acredito que um número crescente de mulheres se matriculará (no SDF) a partir de agora.”

As mulheres representam apenas 10% da força de trabalho das Forças de Auto defesa, no entanto, ela afirma não sentir nenhum preconceito em relação a seus colegas.

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