Japão é o país que mais devolve dinheiro perdido

Quem nunca perdeu dinheiro? A chateação é grande, pois a possibilidade de voltar em tê-lo novamente é mínimo no Brasil.

E quem já devolveu dinheiro? No Japão, as pessoas devolvem, mais de 78% são honestos. Em 2016, na cidade de Tóquio, foram devolvidos 3,7 bilhões de ienes (R$ 104.747.000,00) em dinheiro.

Além do dinheiro, a polícia ainda retornou mais de 3,83 milhões de itens, entre eles cartões de crédito, carteira de motorista e guarda-chuvas.

Outros objetos como luvas, carteiras, celulares sempre estão presentes nos achados e perdidos dos postos policiais. Alguns objetos encontrados são inusitados, já esqueceram uma cadeira de rodas e até uma dentadura, mas são os guarda-chuvas os campeões, cerca de 357 mil.

Certa vez, na prefeitura de Miyagi encontraram um balão com 15 metros de comprimento e 1 de largura. Dentro do cesto tinha panfletos com críticas em coreano, fotografias do líder da Coreia do Norte Kim Jong-un e um pacote de ramem instantâneo.

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Educação desde cedo

A população é educada desde cedo a devolver itens encontrados. Nas escolas japonesas, moral e ética são disciplinas. Os alunos são estimulados a se colocarem no lugar das outras pessoas e ter empatia.

Mayuko Matsumoto, da prefeitura de Shiga, relembrou de um incidente de quando era criança. Ela estava andando pela vizinhança com sua mãe quando encontraram uma carteira com 10 mil ienes. Sua mãe a levou para um Koban e eles entregaram a carteira e o dinheiro, algo totalmente natural.

Além da educação, existem leis para objetos achados. O estabelecimento deve manter o objeto perdido ou esquecido por duas semanas, se o proprietário não vier reivindicar durante esse período, eles são encaminhados para os postos oficiais.

Quando Maithilee Jadeja perdeu seu telefone, reportou a polícia em fevereiro de 2017. Ela derrubou o celular enquanto tirava fotos em uma região vulcânica do Japão. Dois meses depois, de volta a Kyoto, recebeu uma carta da polícia na prefeitura de Kumamoto a mais de 500 km de distância.

Um caminhante havia encontrado seu telefone e a tela estava despedaçada. Na carta, o departamento de polícia perguntava se ela gostaria de ter o celular de volta. Depois de um telefonema e algumas semanas, o telefone foi entregue pelo correio. Esse tipo de história é comum no Japão.

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