Empresa japonesa desenvolve sangue artificial

A empresa japonesa Megakaryon promete revolucionar a medicina e salvar milhares de vidas por ano com sangue artificial.

Especialmente nos países em desenvolvimento o índice de doadores é baixíssimo. No Brasil de acordo com o Ministério da Saúde apenas 1,9% da população doa sangue.

Inclusive, a falta de doadores já obrigou alguns hospitais brasileiros remarcar e até mesmo cancelar cirurgias.

Sangue: um desafio

Desde que Karl Landsteiner descobriu os tipos sanguíneos em 1900, muita coisa mudou no campo da medicina. Procedimentos cirúrgicos ganharam terreno e transfusões sanguíneas salvaram muitas vidas.

sangue artificial

O desafio desde então foi manter bancos de sangue abastecidos. Até 2027, o deficit de doadores será por volta de 850 mil para atender a demanda global. Por conta desse problema, Gengiro Miwa, um economista com larga experiência na indústria quimica teve a ideia de produzir sangue artificial.

Em 2008 ele encontrou Hiromitsu Nakauchi, um amigo dos tempos de escola em uma reunião de classe. Nakauchi é um geneticista e professor da Universidade de Tóquio que desenvolvia uma pesquisa de produção de células IPS.

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IPS são células maduras que podem ser obtidas por um pedaço de pele por exemplo. Ela pode ser reprogramada para se transformar em qualquer tipo de célula.

Na pesquisa de Nakauchi, ele conseguiu criar megacariócitos que são responsáveis pela produção de plaquetas sanguíneas e glóbulos vermelhos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas.

 

Miwa pontua que as pessoas sempre pensam que haverá sangue disponível, mas a verdade é que os bancos de sangue enfrentam um problema de falta de doadores.

Eles esperam que até 2020 produção de sangue artificial seja produzida em larga escala. Atualmente, as células vermelhas do sangue podem ser preservadas de 5 a 42 dias, por isso o fluxo de doação deve ser constante.

A iniciativa dos dois atraiu a atenção do exército americano, eles ofereceram financiamento para pesquisa, porém Miwa recusou a oferta por não querer que o projeto fosse militarizado.

Em 2013 a companhia conseguiu investidores de uma corporação japonesa, uma parceria público-privada que oferece investimento para as maiores empresas no Japão como Toshiba, Sharp e a farmacêutica Takeda.

O projeto segue em andamento e não há relatos de atrasos na agenda da Megakaryon, em breve, muitas vidas serão salvas com a iniciativa dos colegas de infância.

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