O governo japonês conseguiu uma verba de 20 milhões de ienes para 2018 para financiar uma pesquisa sobre Hikikomori no Japão.

A pesquisa terá como foco as pessoas que sofrem do distúrbio. Terá início em abril de 2018 e foi encomendada pelo grande número de casos no Japão.

Isolamento

Pode não ser fácil para algumas pessoas se encaixarem nos padrões da sociedade japonesa. Paralelamente, cada indivíduo precisa ter duas faces para enfrentar o cotidiano. Uma para a sociedade seguindo as regras e outra para a vida privada.

Essa última limita-se a familiares e pessoas realmente próximas. Falar sobre o que pensa e sente pode ficar restrito a esse ambiente e nem sempre será acolhedor.

Um jovem japonês não se sentir a vontade para falar com os pais sobre não ter alcançado êxito profissionalmente é bem comum no Japão.

Os que não alcançaram seu lugar ao Sol ou que simplesmente não se encaixam nos padrões da sociedade japonesa se sentem na obrigação de se excluir dela. O hikikomori é uma dessas exclusões.

Para além, existe um grande estigma pela sociedade japonesa em geral sobre a ajuda mental e psicológica. Para muitas pessoas isso significa estar em estado crítico de loucura para pedir ajuda.

Pesquisa

Muitos familiares e amigos não sabem como lidar com o problema e muitos acabam sem ter onde pedir ajuda. A pesquisa abordará 5,000 famílias de forma aleatória de pessoas que sofram Hikikomori e tiverem entre 40 a 59 anos, mirando nas pessoas de meia idade.

O objetivo será ter uma estimativa de quantos cidadãos japoneses com esta faixa etária vivam com a síndrome no Japão.

O governo ainda espera saber com que frequência elas saem de casa, os motivos de sua reclusão e do afastamento da sociedade, que tipo de convivência familiar existe e que tipo de assistência as famílias esperam.

O governo já fez uma pesquisa entre os anos de 2010 e 2015 e o alvo foram pessoas entre 15 a 39 anos que sofriam Hikikomori.

Leia também

O estudo foi limitado a esta faixa etária e o principal causador identificado foi o bullying. Com o passar do tempo, estas pessoas estão ficando mais velhas e aumentando seus períodos de isolamento. A situação apenas piora e não há melhoras.

Enquanto os casos de pessoas que não saem de casa a seis meses caiu de 696,000 mil para 541,000 em 2010. Em 2015, o índice de cidadãos que estão isolados da sociedade por sete anos ou mais cresceu de 16,9% a 24,7%, segundo dados do governo japonês.

Curta nossa página no Facebook
(Não aperte o botão se você já curtiu)

Comentários

comentários