Como vivem as pessoas LGBTQ no Japão?

Como vivem as pessoas LGBTQ no Japão?

Como todos os países, o Japão possui suas contradições. A sociedade japonesa é receptiva, respeitosa e educada, ao mesmo tempo é conservadora e tradicionalista.

Comunidade LGBTQ

A cultura LGBTQ no Japão vive escondida. Pessoas e casais homoafetivos costumam se encontrar em locais específicos, por exemplo, bares, saunas e cafés no distrito Shinjuku em Tóquio.

A vida dessas pessoas no Japão não é fácil. A discriminação e exclusão do indivíduo dentro da sociedade e de seu próprio círculo familiar e social é uma realidade constante.

Além disso, as leis japonesas sobre a discriminação e preconceito sob a orientação sexual e identidade de gênero são vagas.

Excluídos

A unidade cultural japonesa não abraça e normaliza a cultura LGBTQs no ambiente profissional. 56,1% dos profissionais gays não se assumem por medo da discriminação no trabalho e por medo de perder posição e promoções dentro das empresas (os dados foram levantados em 2016 com um questionário da Nijiro Diversity).

Pessoas transgêneras são as mais prejudicadas profissionalmente também. As oportunidades de trabalho para essas pessoas é muito menor.

A constituição japonesa possui uma cláusula para garantir o tratamento e oportunidades iguais entre homens e mulheres. Uma forma de combater o assédio de gênero. Em 2016, o Ministério do Trabalho incluiu na cláusula a comunidade LGBTQs.

Mesmo no papel, as medidas não são sentidas pela comunidade. Para além do trabalho, a saúde dessas pessoas, em especial a psicológica é profundamente abalada. Os jovens que descobrem sua sexualidade sentem medo se afirmar.

 

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Além disso, os casais não conseguem utilizar o mesmo plano de saúde e são necessários diversos processos burocráticos para a liberação.

Adotar uma criança é fora de cogitação. Além dos problemas já existentes na forma como os abrigos do governo funcionam, a tradição do país dificilmente verá com bons olhos um casal homoafetivo criando uma criança.

O casamento é permitido em algumas prefeituras contanto que seja de consentimento de ambos. Porém, a união é mais simbólica do que legal. A união de pessoas do mesmo gênero não é considerado como instituição familiar amparada pelo estado e pela legislação.

Ainda há um longo caminho para romper e quebrar o preconceito e descriminação da população japonesa em relação a sua comunidade LGBTQ. Por enquanto, eles ainda não se sentem seguros o suficiente para serem quem de fato são.

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