Processo contra escola no Japão ajuda a entender cultura polêmica para jovens serem iguais

Processo contra escola no Japão ajuda a entender cultura polêmica para jovens serem iguais

Uma escola no Japão esteve sob ataque por conta de sua política rígida quanto a normas para estabelecer a cor de cabelo de suas estudantes.

Uma jovem de 18 anos processou a escola e pede 2,2 milhões de ienes por danos morais. Em suas acusações afirma que recebeu intimação para que tingisse seus cabelos naturalmente castanhos de preto. Caso não o fizesse, ela seria expulsa.

A estudante desenvolveu alergia a tintura, com sinais de coceira e irritação no couro cabeludo, pois os professores continuavam pedindo que ela tingisse os cabelos de cores mais escuras. Eles afirmavam que seus cabelos não estavam preto o suficiente.

A Kaifukan Highschool continuou mandando advertências através de seus professores, com ameaças ou lembretes da expulsão. Na internet, muitas pessoas se manifestaram a favor da estudante, gerando uma onda de críticas para as regras da escola.

Debate sobre regras

Uma integrante do grupo AKB48, Sayaka Akimoto, que é descente de filipinos, por isso não tem os cabelos pretos, compartilhou no Twitter que foi obrigada a tingir seus cabelos no colégio. O pai de Akimoto disse que essa regra era ridícula.

O post de Akimoto viralizou no Twitter e ascendeu um debate entre os usuários das redes sociais. Exigir mudança na aparência de um estudante seria discriminação.

Outra usuária da rede social partilhou uma história semelhante. Com cabelos castanhos, ela recebeu uma notificação sobre a cor dos seus cabelos.

estudantes Japão

A escola afirmava que todos os seus estudantes deveriam parecer iguais e o bullying sofrido por ela tinha motivos em sua aparência que destoava dos outros.

Todos iguais

O debate continuou intenso e despertou dúvidas quanto a essa regra tradicional das escolas japonesas. Existe um ditado muito famoso no Japão, dizendo que se um prego de destaca, é o primeiro a ser martelado.

escola no Japão

Esse ditado explica bem a regra que causou polêmica, os estudantes ainda são proibidos de usar maquiagem, esmaltes, usar bijuterias e até fazer a sobrancelha.

A aparência faz parte das regras da escola, até mesmo seus atos são controlados com instruções em como sentar, comer e falar. Tudo é bem sistemático.

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entrevista de emprego Japão

Quando os jovens se formam, eles passam por uma entrevista geral para conseguir seu primeiro emprego. No processo, eles devem ir vestidos iguais, sem detalhes chamativos ou que destaque uma pessoa da outra.

Vistoria na escola

Algumas escolas fazem uma chamada para checar a aparência e o uniforme, botões devem estar fechados e alinhados, saias tem um limite de comprimento e meias devem cobrir os tornozelos. Se não estiver totalmente ok, o adolescente é enviado para casa com uma advertência.

Se o cabelo tiver comprimento acima do ombro é aceitável deixá-lo solto, porém se for considerado longo, deve-se prender os cabelos. Até o elástico faz parte das regras, deve ser de cor escura e sem detalhes.

Qual a opinião de vocês sobre as regras das escolas japonesas?

Fonte: Japan Times

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