Prefeitura de Gifu busca por espadas samurais levadas pela enchente

A polícia montou uma força-tarefa depois que 40 espadas samurais foram levadas do armazém de um ferreiro pela enchente em Seki. Dá uma conferida!

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Espadas samurais

Era uma vez um homem que morava na cidade de Seki, na província de Gifu, Japão. Durante séculos, Gifu foi conhecida por produzir espadas samurais da mais alta qualidade. E este homem, manteve essa tradição, tornando-se um ferreiro.

No entanto, no início do verão, chuvas torrenciais atingiram Seki. E o rio Tsubogawa, que atravessa a cidade, inundou, ultrapassando as margens e lavando o armazém do ferreiro.

Então, quando a tempestade parou, o ferreiro retornou à área, mas só conseguiu encontrar uma parte das armas armazenadas no prédio.

Por isso, ele entrou em contato com os governantes do Japão, que reuniram uma equipe de 10 homens para procurar as espadas restantes não encontradas, em uma busca que continua até hoje .

A tempestade que espalhou as espadas ocorreu no início do sétimo mês, do trigésimo ano da era Heisei… Ou, usando termos mais atuais, no último final de semana.

▼ Enchente da semana passada em Seki

Sim, apesar de parecer com a estrutura de um conto épico, ou ainda de intrigantes séries de anime, esta caça às espadas é uma tarefa totalmente contemporânea.

E mesmo com a indústria de espadas em retração no Japão, os fabricantes de katana ainda existem. E a fama de Seki, por sua peças de qualidade, ainda persiste.

Ainda que muitos artesãos da cidade tenham passado a produzir mais tesouras, lâminas de barbear e outros instrumentos afiados.

Polícia de Gifu abre busca

No dia 8 de julho, um policial em patrulha notou que o armazém de um ferreiro de Seki, de 33 anos, havia sido levado pela água na enchente.

Mas, depois de retornar à área, o ferreiro conseguiu recuperar apenas metade das cerca de 40 espadas que estavam no armazém. Então, no dia 10 de julho ele declarou o restante como desaparecido.

Desde então, a Polícia da Província de Gifu organizou uma força-tarefa com 10 oficiais para procurar as espadas desaparecidas.

▼ Rio Tsubogawa

O ferreiro disse também que ele usava o armazém para guardar peças enferrujadas ou defeituosas. Que ele mais tarde portanto, acabava derretendo-as e usando-as em novos projetos.

Então, o valor monetário não é alto. Mas o proprietário e as autoridades estão preocupados com o potencial de risco que as espadas oferecem.

Fontes: Livedoor News/Asahi Shimbun Digital via Hachima Kiko

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