O que pensam as gerações da sociedade japonesa sobre os trabalhadores estrangeiros no Japão?

Recentemente o Primeiro-Ministro japonês Shinzo Abe anunciou um programa para trazer aproximadamente 500 mil trabalhadores estrangeiros até 2020.

O anúncio gerou as mais diversas reações da população, ainda que algumas pessoas sequer sabiam da existência da medida do governo.

Além disso, embora a baixa taxa de natalidade cause déficit de profissionais no mercado de trabalho e na previdência do país, as gerações mais antigas sentem-se receosas à presença de estrangeiros no Japão.

Geração sênior

geração sênior

O sentimento nacionalista entre os nascidos em outras eras do Japão contestam o governo para se concentrar em resolver o problema dos desempregados do país.

Mesmo faltando mão de obra para diversos setores, o ponto mais crítico entre os mais velhos é a diferença cultural.

Além disso, um sentimento compartilhado pelas gerações mais antigas e as mais novas são o histórico de crimes cometidos por soldados americanos no Japão.

Todo cidadão japonês é educado para respeitar ao máximo o espaço e a individualidade do próximo. Já os ocidentais possuem uma forma de pensar voltada ao benefício próprio.

Porém, os cidadãos sêniores pedem e aconselham aos que irão para o Japão para estudarem sua história, idioma, cultura, costumes, etiquetas e tradições.

Dessa forma, talvez os conflitos entre nativos e estrangeiros seja menos frequente e a convivência menos pesada.

Leia também

Por que o Japão é pouco aberto aos trabalhadores estrangeiros e quais imigrantes têm mais chances atualmente?

Atualmente o Japão tem mais de 40.000 funcionários estrangeiros nas lojas de conveniência

8 trabalhos mais populares para estrangeiros no Japão

Geração pleno

geração pleno

As pessoas entre 25 e 40 anos são o retrato da dualidade entre a tradição e a vanguarda do Japão. Afinal, muitos profissionais japoneses nessa faixa etária têm colegas estrangeiros em seus trabalhos.

Enquanto alguns se sentem favoráveis a presença de trabalhadores de outras nacionalidades. Outros admitem não se sentirem confortáveis.

Porém, todos concordam que a abertura do Japão para o mundo trará muitos benefícios ao país. A mente é mais aberta. Mas as opiniões quanto a qualificação profissional dos estrangeiros é bem dividida.

Enquanto alguns preferem trabalhadores “chão de fábrica” para serviços não procurado por japoneses, outros preferem a mão de obra mais qualificada para trazer qualidade e agregar valor.

Essa geração possui uma grande lucidez quanto a abertura do Japão e os impactos dentro da sociedade. Afinal, são ponderados e razoáveis. Além disso, compreendem a importância da inovação e da conservação no país.

Geração júnior

geração júnior do Japão

Os mais jovens são os mais entusiasmados com a possibilidade de criarem laços de amizades internacionais.

Para eles, estrangeiros são muito bem vindos e a troca entre as culturas será incrível. Porém, alertam para a dificuldade na comunicação.

Alguns termos do idioma japonês não podem ser traduzidos com precisão, é necessário conhecer minimante tanto a escrita como a fala.

Além disso, reconhecem que esse pode ser um empecilho no mercado de trabalho japonês. Como o Japão é um dos países mais homogêneos do mundo, muitos jovens nunca cogitaram a possibilidade de terem colegas estrangeiros em suas futuras profissões.

Sem dúvidas, essa é a geração mais hospitaleira e mais interessada na presença de outras nacionalidades em seu meio.

Fonte: Asian Boss

Share via