História do Japão: campos de concentração de japoneses nos EUA

Depois do ataque a Pearl Harbor, além dos EUA terem lançado as bombas atômicas no Japão, existiram campos de concentração de japoneses e seus descendentes como retaliação. Saiba mais.

Ordem executiva 9066

Campo concentracao japones

O ataque do Japão a base em Pearl Harbor aconteceu em 7 de dezembro de 1941, na época, o presidente Roosevelt decretou em 19 de fevereiro a ordem executiva 9066.

Campo concentracao japones

117,000 descendentes vivendo nos Estados Unidos foram tirados de suas casas e colocados em campos de concentração.

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Créditos: Los Angeles Times

Como justificativa foi dito que eles eram potenciais espiões, além de protegê-los de possíveis ataques de americanos “anti-japoneses”, porém, muitos eram isseis e nisseis com cidadania americana, incluindo muitas crianças (dois terços dos 117,000).

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Famílias foram separadas e dez pessoas foram acusadas de espionagem e terem traído os EUA. Os 117,000 nipo americanos tiveram apenas 48 horas para juntar alguns pertences básicos e deixar tudo para trás.

Cada pessoa podia levar apenas uma mala para o campo de concentração japonês.

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“Foi muito cruel e difícil. Juntar os pertences e sair em apenas 48 horas pareceu ser impossível. Eu vi mães em completo desespero, com crianças e tendo que vender suas coisas, a preços baixos para aproveitadores”. Conta Joseph Yoshisuke Kurihara.

Como eram os campos de concentração

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Eles foram levados a campos, com áreas comuns para tomar banho, lavar roupas e cozinhar. Os guardas usavam rifles com baionetas nas pontas.

Algumas pessoas morreram devido a falta de atendimento médico e alto nível de estresse causado. Os campos ficavam localizados no deserto e as pessoas sofriam pelas temperaturas extremas.

Onde ficavam

Eles ficavam espalhados em Tule Lake, California, Minidoka, Idaho, Manzanar, Topaz,Utah, Jerome, Arkansas, Heart Mountain, Wyoming, Poston, Arizona, Granada, Colorado e Rohwer.

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Os isseis e nisseis cuidavam das plantações, transporte das verduras e manutenção. Quem trabalhava recebia um salário entre 16 e 19 dólares por mês. O dinheiro servia para comprar itens de necessidade que não eram fornecidos pelo governo.

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Dentro dos campos de concentração japoneses existiam lojas com roupas e itens de higiene. Além disso, lojas de barbear, sapatarias, entre outros pequenos serviços para os prisioneiros.

Testes de lealdade

Os jovens com 17 anos eram submetidos a testes de lealdade. Eles deveriam responder duas perguntas.

  1.  Você está disposto a servir as forças armadas americanas e cumprir seu dever obedecendo a qualquer ordem?
  2. Você jurará fidelidade incondicional aos Estados Unidos da América e defenderá o país de todo ou qualquer ataque de forças estrangeiras ou forças domésticas, deixar de jurar qualquer forma de fidelidade ou obediência ao imperador japonês ou a qualquer outro governo estrangeiro, poder ou organização?

Para as jovens mulheres, a primeira pergunta era:

  1. Você está disposta a se voluntariar para as forças de cuidados médicos ou forças armadas?

Em dezembro de 1944, uma proclamação permitiu que os prisioneiros fossem libertados, mas os efeitos devastadores ficaram nas pessoas.

Algumas decidiram continuar nos EUA e reconstruir suas vidas, mas muitos se mudaram ao Japão e não perdoaram como foram tratados.

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