Konbini: donos de lojas sofrem com falta de mão de obra no Japão

Segundo o Kyodo News, os donos das lojas de conveniência (konbini) estão enfrentando crise de mão de obra no Japão.

Funcionário Konbini

Falta de funcionários

Muitas dessas lojas costumam funcionar 24 horas no país e a falta de trabalhadores deixa difícil a tarefa de ofertar serviços sete dias por semana.

Uma das mais famosas e desde 1974 no país, a 7-Eleven é uma das que mais sofrem, assim como Lawson e Family Mart.

Muitos donos dessas franquias não sabem o que fazer. Um deles passou a fechar sua loja durante a noite por falta de mão de obra e a rede 7-Eleven o acusou de violar o contrato.

O Ministério da Indústria apelou para que essas franquias fizessem uma resolução, já que a maioria dos donos encontram dificuldades em contratar novos funcionários.

O problema está causando um debate intenso no Japão. Alguns investigam se as franquias estão abusando de seu poder ao repreender os donos das konbinis.

A 7-Eleven, líder no país, estuda rever as demandas de carga de trabalho, assim como implementar novas tecnologias nas lojas.

No começo de junho, um grupo de associação de donos de konbinis foi até o Ministério da Indústria, Comércio e Economia para exigir mais suporte e melhores termos aos trabalhadores com uma petição com 1.600 assinaturas.

Meio período e estrangeiros

Muitos estão contratando trabalhadores de meio período estrangeiros para cobrir os horários. Por exemplo, um dono de uma konbini em Nara relatou que ao inaugurar sua loja há seis anos, apenas três pessoas se canditaram a vaga.

Domínio da língua e escrita

O problema com os trabalhadores estrangeiros acaba sendo o domínio da língua japonesa e a escrita em hiragana e katakana.

Normalmente são requisitos fundamentais para operar o caixa eletrônico e outros dispositivos além de lidar com o público majoritamente japonês.

Segundo o Japan Times, uma mulher de 30 anos das Filipinas e com dois filhos passou a trabalhar no turno das 21hs/23hs até 05hs quatro dias por semana em uma 7-Eleven.

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Ainda sem dominar a língua e escrita, estuda japonês e trabalha enquanto seus filhos estão dormindo. Ficou surpresa ao ser contratada.

Suas funções incluem operar a caixa registradora, atender clientes, limpar banheiros, levar o lixo para fora, repor e inspecionar produtos. A funcionária ainda tem um colega tailandês de 54 anos de idade.

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