Suicídio no Japão entre jovens é o mais alto em três décadas

Apesar das estatísticas terem mostrado que as taxas de suicídio no Japão caíram recentemente, um dado alarmante vem preocupando o governo japonês.

Jovens estão se matando

O suicídio entre jovens japoneses é o maior em três décadas e os motivos de conhecimento geral. O bullying, a pressão para entrar em uma universidade e no mercado de trabalho e famílias desestruturadas.

Apenas em 2017, 270 crianças de diferentes séries cometeram suicídio. É o maior número desde 1986, segundo relatório do Ministro da Educação e veiculado pelo Asahi Shinbum.

Ainda de acordo com o Ministro do bem-estar, em 2017 a principal causa de morte entre jovens entre 15 a 19 anos foi o suicídio.

Muitos não deixam nem ao menos explicações, os que deixam bilhetes culpam a pressão escolar, bullying e abusos da família.

01 de setembro

1 de setembro é o dia de volta às aulas e a data mais escolhida entre os jovens para se matar. Ainda em 2017, no dia 4 pouco depois das aulas começarem uma japonesa de 14 anos de idade pulou de 14 andares, pois foi repreendida pelos pais por não conseguir terminar a tarefa das férias.

No mesmo dia, um jovem de 17 anos foi encontrado morto no banheiro público de um parque. Segundo a família, ele estava prestes a entrar na faculdade.

Entre os anos de 1971 a 2013 foram 18,048 mortes entre japoneses menores de 18 anos.

Bullying

Um estudante de Fukushima contou ao periódico Economist sua experiência com bullying. Após ter que sair de sua casa, pois a área foi evacuada, teve que mudar de escola também.

Foi para Yokohama e diariamente era chamado de garoto germe, apanhava e o jogavam das escadas. Depois era levado até uma sala de estudos e apanhava novamente. Tudo isso quando tinha oito anos de idade.

Essa rotina seguiu por mais três anos até que evoluiu para extorção. O grupo de garotos que o atormentava pediu o dinheiro de compensação que a família deveria ter recebido por causa do desastre.

Só que a sua família não era elegível, mas tinha U$ 13,000 guardados em casa, de parentes que os ajudaram. Entregou o dinheiro e parou de frequentar a escola.

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Fenômeno

Esse assunto é tratado como um distúrbio de comportamente de caráter social. Afinal, o bullying não é feito por apenas alguns alunos.

De acordo com o Ministro da Educação, na maioria dos casos a classe inteira se junta para aterrorizar e pegar no pé de apenas uma pessoa. O primeiro caso chocante aconteceu em 1986.

Um estudante se matou depois de meses de perseguição de toda a sua classe liderada por um professor. Desde então, o problema é tratado a sério no Japão.

Um professor relatou que a regra é não se destacar, por isso alguns alunos podem sofrer. Afinal, as atividades em grupos são estimulados e ser excluído socialmente no ambiente escolar pode ser doloroso.

Os professores sem preparo algum pouco ajudam e uma pesquisa alarmante mostrou que 12% deles estavam envolvidos ativamente no bullying.

Além disso, pouco se faz contra os agressores. Raramente uma punição é aplicada. Em 2014, foram 188,057 casos de bullying reportados e duas suspensões ocorreram.

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Fontes: BBC, The Economist, Asahi Shinbum, CNN.

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