Aprenda o que são os tesouros do Império do Japão

No dia 30 de abril de 2019, o agora Imperador Heisei abdicou ao trono crisântemo. Tanto a cerimônia e a ascenção do príncipe Naruhito fazem parte de uma tradição simbólica do shinto centrados em alguns dos três objetos considerados tesouros do Império.

Tesouros do Império

Tesouros do Império
Imagens fictícias dos tesouros

Fazem parte uma espada, uma joia (gema) e um espelho. Sua origem é cercada de mistérios e eles não são mostrados, mas os mitos e lendas são conhecidos pela população.

O shinto diz que todas as coisas possuem um espírito e os objetos antigos fazem a conexão entre passado e o presente.

Esses três objetos foram dados pelos deuses a todos os seus descendentes. Na abdicação do Imperador Akihito, estiveram presentes a espada e a gema.

Cerimônia de abdicação do Imperador Akihito

Yata no Kagami

O espelho sagrado tem mais de 1.000 anos de idade. Segundo as lendas japonesas, espelhos possuem o poder divino e revelam a verdade. Representa a sabedoria do Imperador.

Yata no Kagami foi feito pela deidade Ishikoridome. Depois da deusa do sol Amaterasu lutar contra seu irmão Susanoo, o deus do mar e das tempestades, a deusa foi seduzida pelo seu próprio reflexo.

Kusanagi no Tsurugi

Segundo as lendas, a espada sagrada cresceu no rabo de uma serpente de oito cabeças que devorava crianças de famílias abastadas.

Um dos pais apelou ao deus Susanoo por ajuda em troca do casamento de sua última filha. A deidade enganou a serpente com bebida, cortou seu rabo e achou a espada. Representa a coragem do Imperador.

Yasakani no Magatama

A gema de formato curvado fez parte do colar feito por Tamanooya-no-Mikoto. A jóia era usada por Ame-no-Uzume, a deusa da alegria.

Ela foi elemento crucial quando Amaterasu se trancou em uma caverna. Ela atraiu a atenção da deusa com uma dança e usava o colar com a gema (uma jade verde). Representa a benevolência.

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De alguma forma, os tesouros chegaram nas mãos do neto de Amaterasu, Ninigi. Ele é conhecido por ser o tataravô de Jinmu, primeiro Imperador do Japão em 660 BC.

Após a segunda guerra mundial, o Imperador Hirohito renunciou ao status de deidade no Japão. Porém, segundo o shinto, todos os Imperadores são descendentes de Amaterasu.

Por isso, os objetos continuam sendo símbolos do poder divino. Eles nunca foram vistos e não são dispostos ao público ou a família real. Sempre são transportados em caixas fechadas e isso aumenta o mistérios que envoltam esses objetos.

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