Japão estuda permitir que trainees estrangeiros trabalhem e morem mais tempo

O Japão planeja introduzir um novo status de residência especial aos trainees estrangeiros.  A nova lei entrará em pauta para ser aprovada no congresso em abril de 2019.

Trainee no Japão

Normalmente o período de duração desse programas são de cinco anos apenas, com esse novo status eles poderão ficar e trabalhar por cinco anos adicionais.

Especula-se que eles também poderão mudar o status do visa temporariamente e levar familiares ao Japão durante esse período.

A iniciativa partiu do governo japonês para contornar o problema de falta de trabalhadores devido ao envelhecimento da população japonesa, previdência, entre outros problemas.

Apesar do país ser bem fechado aos trabalhadores estrangeiros, isso não acontece com pessoas altamente qualificadas, inclusive, com programas de incentivo para que esse tipo de pessoa more no Japão. Ainda assim o caminho é longo e as exigências quase inalcansáveis.

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Solução temporária

O programa de trainees possui o objetivo de qualificar jovens no Japão e ter um reforço em mão de obra qualificada por um certo período de tempo.

É uma maneira de contornar o problema, mas não a longo prazo. Afinal, o Japão não possui interesse econômico o suficiente para que eles continuem morando no Japão. É esperado que eles retornem ao seu país de origem com os conhecimentos adquiridos.

Dificuldades

Muitas são as dificuldades impostas a esses jovens para que continuem morando no Japão por períodos mais longos (além dos oferecidos pelo programa) ou conseguir a cidadania japonesa, já que as exigências e burocracias tornam a tarefa quase impossível.

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Barreiras

Estrangeiros que desejam ingressar e estudar no Japão enfrentam dificuldades, já que a proficiência no idioma (falada e escrita) é exigida e diplomas fora do país não são válidos.

Além disso, o mercado de trabalho dá preferência aos japoneses, por inúmeros motivos, entre eles, pela cultura e regras (do mercado de trabalho) exigidos que são difíceis aos estrangeiros.

Um brasileiro com descendência japonesa (nissei, sansei e yonsei), por exemplo, dificilmente conseguirá atuar no Japão em empresas japonesas (em sua área de atuação, fora de fábricas), se não tiver estudado em escola japonesa.

Então, imagine, que para quem é estrangeiro, sem descendência, formação escolar e universitária apenas do Brasil, não tenha proficiência na língua falada e escrita será muito mais difícil.

Além disso, as empresas que abrem as portas para esse tipo de profissional, costumam ser voltadas ao público brasileiro no país. Infelizmente, esse tipo é minoria e o mercado já é concorrido. Portanto, quase impossível também.

Já tentou morar e estudar no Japão? Deixe um comentário.

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